BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – Um cabo da Polícia Militar do Espírito Santo (PM-ES) foi preso na última quarta-feira (8) sob suspeita de ter matado um casal de mulheres em Cariacica, na Grande Vitória.
O policial Luiz Gustavo Xavier do Vale teria ido até o local com uma guarnição da PM após uma discussão que envolveu sua ex-esposa e as vítimas Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana. Elas eram vizinhas.
No local, o suspeito teria saído da viatura e atirado contra as duas mulheres, que estavam sentadas na calçada. Ele então teria colocado a arma no chão e se entregado. Até o momento, as idades das vítimas e do suspeito não foram informadas pelas autoridades.
O advogado do militar afirmou que a defesa não se manifestará no momento.
O policial foi levado ao presídio militar. Ele foi autuado por duplo homicídio qualificado e terá o caso julgado na Justiça comum, conforme a PM-ES.
No âmbito administrativo, um inquérito será instaurado para apurar abandono de posto, uso de viatura e demais transgressões cometidas no exercício da função, afirmou a corporação.
O comandante-geral da PM-ES, coronel Ríodo Rubim, lamentou o caso, afirmou que a atitude do suspeito foi inesperada e não representa a conduta da corporação.
“Não temos imagens que mostram discussão, agressão ou algo do tipo. [Das] Partes que a gente viu até o momento, seriam a realização de disparos e ele colocando a arma ao chão. A imagem é encoberta, mas é o que parece ser”, afirmou o comandante.
Segundo o oficial, o policial estava afastado das atividades de rua e atuava como guarda de quartel. Ele teria solicitado o apoio de uma guarnição da corporação na quarta para uma ocorrência envolvendo sua família.
“Ele não pegou a viatura, pediu apoio. Possivelmente os colegas, na boa vontade, foram dar esse apoio, sem saber, claro, que seria esse o desfecho”, disse o chefe da PM capixaba.
O cabo estava afastado de atividades operacionais porque é réu pela morte de uma mulher trans, conhecida como Lara Croft, também em Cariacica, em 2022.
Na ocasião, os policiais afirmaram que a vítima teria avançado sobre os policiais com uma lâmina de barbear. Os familiares da vítima questionam a versão dos agentes e afirmam que ela foi assassinada.
A Justiça aceitou em junho do ano passado a denúncia do Ministério Público contra Luiz Gustavo do Vale por homicídio qualificado.
O Tribunal de Justiça afirmou que o prazo para manifestação da defesa do réu encerrou no último dia 17 de março. Questionado, o advogado do policial não respondeu ao pedido de manifestação sobre esse caso.






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