O prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o estreito de Ormuz termina nesta segunda-feira, 6, às 21h no horário de Brasília. A exigência foi feita no sábado, quando o republicano deu um ultimato aos líderes iranianos para liberar a passagem de navios ou enfrentar possíveis consequências.
Inicialmente, Trump havia indicado um período mais amplo para negociações, mas endureceu o discurso ao longo dos últimos dias. Ao reduzir o prazo para 48 horas, afirmou que o tempo estava se esgotando e elevou o tom das ameaças em declarações públicas.
No domingo, voltou a pressionar o governo iraniano com mensagens diretas e agressivas, reforçando a cobrança pela reabertura da rota marítima, considerada estratégica para o comércio internacional.
O estreito de Ormuz é um dos principais corredores energéticos do mundo, responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo global. A via foi fechada pelo Irã no início de março, em resposta a ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e por Israel.
Desde então, o bloqueio tem provocado impactos significativos na economia mundial. O preço do petróleo registrou alta, o que refletiu diretamente no custo de combustíveis como gasolina e diesel, além de influenciar o valor de diversos produtos derivados.
Diante da escalada de tensão, Trump voltou a ameaçar medidas mais duras caso o Irã não cumpra a exigência dentro do prazo estabelecido.
Autoridades iranianas, por sua vez, sinalizaram a possibilidade de impor tarifas para a navegação na região. Atualmente, apenas embarcações autorizadas pelo país conseguem atravessar o estreito.
A crise também mobilizou a comunidade internacional. Países integrantes do Conselho de Segurança da ONU devem analisar, ainda nesta semana, uma proposta apresentada pelo Bahrein que busca garantir a segurança da navegação comercial na região e evitar novos impactos na economia global.
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