Everest: guias teriam envenenado alpinistas para receber seguro fraudado
Guias do Monte Everest, nas Cordilheira dos Himalaias, foram acusados de envenenar secretamente alpinistas para provocar resgates de helicóptero, como parte de um esquema de fraude de seguros multimilionário.
De acordo com o ‘Kathmandu Post’, tudo começava com alpinistas sendo obrigados a simular emergência médica, depois os guias chamavam um helicóptero para levar a vítima a um hospital próximo, enquanto um falso pedido de indenização à seguradora é elaborado.
O Departamento Central de Investigação (CIB) da Polícia do Nepal identificou duas formas pelas quais o golpe é aplicado.
De acordo com o jornal ‘The Sun’, o primeiro caso envolve turistas que não querem descer a montanha a pé. Algumas expedições às montanhas podem levar até três semanas a pé, por isso os guias orientam os alpinistas a simular uma emergência médica para que um helicóptero seja enviado em vez de descerem eles mesmos.
A outra forma envolve guias fazendo os alpinistas acreditarem que estão sofrendo de uma emergência médica. A uma altitude de 10.000 pés (aproximadamente 3.000 metros), o mal da altitude é extremamente comum, com sintomas que incluem dores de cabeça e formigamento. Essa queda na saturação de oxigênio no sangue geralmente pode ser resolvida com repouso ou hidratação.
No entanto, o CIB revelou que alguns guias são instruídos a assustar os turistas, fazendo-os acreditar que a evacuação imediata é a única coisa que os salvará. Mas se ainda assim, os alpinistas não pedirem resgate, alguns guias dão comprimidos para o mal de altitude e quantidades excessivas de água para induzir os sintomas desejados.
Em um caso relatado na investigação, o fermento em pó chegou a ser misturado na comida para deixar os turistas passando mal.
Os guias tentarão fazer isso com várias vítimas para maximizar o dinheiro que ganham.
Embora um único helicóptero possa transportar vários passageiros de uma só vez, as faturas são elaboradas como se cada um necessitasse de sua própria aeronave.
O que deveria ser um aluguel de £3.000 (cerca de R$ 21 mil) de repente se transforma em uma cobrança de £9.000 (quase R$ 62 mil).
Uma vez no hospital, os relatórios médicos são falsificados usando as assinaturas digitais de médicos que nunca estiveram envolvidos nos atendimentos – muitas vezes sem o seu conhecimento. Em alguns casos, são criados registros de admissão falsos para turistas que estavam bebendo cerveja na cantina enquanto supostamente recebiam tratamento.
Ainda de acordo com o ‘The Sun’, os hospitais pagam até 25% do valor da indenização às empresas de trekking e mais 20 a 25% aos operadores de resgate por helicóptero. Os responsáveis por essas operações enriquecem com os lucros.
Entre 2022 e 2025, foram confirmados centenas de casos de fraude, resultando em uma perda impressionante de £15 milhões (mais de 100 milhões de reais).
O governo intensificou os esforços para tentar conter o problema, e o CIB (Criminal Investigation Bureau) acusou 32 pessoas no início deste mês em relação ao golpe.
Shelly Kittleson foi capturada enquanto trabalhava na capital iraquiana. O governo local deteve um suspeito ligado a milícias pró‑Irã, e os EUA acionaram o FBI para auxiliar nas buscas. Washington havia alertado a repórter sobre ameaças antes da viagem
Notícias ao Minuto | 06:00 – 01/04/2026






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