(UOL/FOLHAPRESS) – O clássico contra o Vasco marcou, de fato, o pontapé inicial da temporada do Flamengo. O clube decidiu manter Filipe Luís à beira do gramado e passar a utilizar jogadores do elenco profissional a partir de agora.
A definição sobre a presença de atletas do sub-20, a formação mista ou a utilização de força máxima ficará a cargo da comissão técnica, mas todos os jogadores estarão à disposição.
A vitória sobre o rival Vasco marcou a estreia de boa parte da chamada “cavalaria” em 2026. Os atletas do grupo principal se reapresentaram no dia 12 e, inicialmente, teriam mais tempo de pré-temporada. No entanto, o desempenho do sub-20 no Estadual, com apenas um ponto em três jogos, e o risco real de o Flamengo disputar o quadrangular contra o rebaixamento levaram à mudança de planos. A decisão foi tomada em reunião no CT Ninho do Urubu, na última terça-feira, véspera da partida.
“Riscos sempre existem. No primeiro planejamento que foi feito também havia riscos. Esses riscos aconteceram de forma negativa e, para a instituição, foi importante mudar o planejamento. Falei aqui no ano passado que usaria o Carioca como pré-temporada para melhorar a forma física dos jogadores, com os riscos que isso envolvia. Acabou que ganhamos o Carioca. Pode ser que meu trabalho esteja em jogo, mas quero correr esse risco. Todas as decisões exigem muita coragem das pessoas que estão aqui. Por sorte, somos pessoas corajosas e assumimos os riscos. Vamos enfrentá-los”, disse o técnico rubro-negro.
Neste primeiro compromisso do ano, o Flamengo não contou apenas com seis jogadores. O goleiro Andrew, recém-chegado, não foi inscrito a tempo por questões burocráticas. Já Arrascaeta, Ayrton Lucas, Danilo, De la Cruz e Jorginho foram poupados por motivos físicos.
O time da Gávea foi a campo com Rossi, Emerson Royal, Vitão, Léo Pereira e Daniel Sales; Erick Pulgar, Evertton Araújo e Carrascal; Plata, Everton Cebolinha e Bruno Henrique. Durante o clássico, também entraram Léo Ortiz, Alex Sandro, Luiz Araújo, Samuel Lino e Pedro.
“Sempre tentamos conversar com todos os departamentos e depois analisamos os relatórios. Mas, no fim das contas, sou eu que tenho o ‘olhômetro’ e converso com os jogadores. Alguns estavam à disposição, outros não. Alguns se sentiam preparados, outros não, ou talvez não para começar ou ter uma minutagem maior. O trabalho é muito detalhado, da fisiologia à preparação física. Não é à toa que nossa equipe chegou à final do Mundial contra a melhor equipe do mundo, o PSG, correndo e sem machucados. Tenho muito orgulho do meu preparador físico, Diogo Linhares”, afirmou Filipe Luís.
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